Após ouvir Senzutsu– o 17º disco da banda que completa 46 anos de uma carreira gloriosa foi necessário fazer (ou refazer) antigas considerações e tentar reembarcar no estilo do falecido blog Corta esse Cabelo, Luigi!, blog que apaguei para parecer um homem sério na investigação social da PF no concurso de 2012.

Quando o Iron Maiden solta um disco novo algumas velhas convicções são reforçadas.
Vamos a elas:
Enquanto houver mundo haverá Iron Maiden!
É verdade que o planeta parece estar às avessas. Estamos governados por gente que adotou a negação da verdade como método e usa a repetição de mentiras como forma de estabelecimento de novas verdades e manutenção no poder . Nos tempos de hoje, querem nos convencer pela força que a Terra é plana, que há chips nas vacinas e que militares são os únicos honestos e patriotas lutando contra um conspiração internacional comunista. Na cabeça de muitos estamos em guerra.
Mas não estamos…
E eis que quando tudo está de cabeça pra baixo vem o Iron Maiden vai reaparece e faz o que melhor sabe fazer: discos novos.
Ouvir Senzutsu é um sopro de esperança de quereencontraremos o caminho para sermos o que podemos ser: humanos. Humanos com falhas virtudes e defeitos mas vibrantes e com vontade de viver e de criar ainda que apenas repetindo o que já sabemos que dá certo. Mesmo com um pé na tradição a Donzela continua nos ensinando a criar coisas novas e projetar um olhar para o novo…
Depois do rufar de tambores japoneses a faixa de abertura e o álbum decolam e a sensação de ouvir a canção de abertura é de que ela voa comandada pelo vocalista- piloto-de-Boeing e esgrimista Bruce Dickinson na sua melhor forma aos 69 anos. E eu menciono a idade dele aqui apenas para me adequar um clichê de pauta que precisa ser definitivamente sepultado.
Não existe o “bom e velho” Iron Maiden! Existe o Iron Maiden e ele é bom! Ponto final!
A sensação de ouvir a faixa Senzutsu é a de estar voando! E isso. Para alguém que precisou reaprender a andar como eu e que ainda tenta melhorar na marcha é simplesmente libertador. Quase chorei na primeira audição da música.
Quando chega a faixa Lost in a a Lost World eu me dou conta que a Donzela apesar de manter um pé na tradição se permite ousar. Me remete ao progressivo de Seventh Son of a Seventh Son mas radicaliza a ponto de eu pensar estar ouvindo Pink Floyd.Mentira. Estou exagerando. Mas história é contada em avanços e recuos e assim o universo se expande.Contraindo e recuando…
A faixa de abertura com seus tambores japoneses me deu um prenúncio de que vinha coisa grande. Tudo o que conhecemos do Maiden está ali: o galope do baixo do boss Steve Harris, a guitarra maltratada e inaudível de Janick Gers e a beleza e simplicidade da melodia da guitarra do Adrian Smith.
2) Enquanto houver Iron Maiden haverá mundo
Meu primeiro contato com o Maiden foi aos 15 anos ao furtar um CD de meu irmão.Era o disco A Real Live One. Disco gravado na turnê do Fear of the Dark – disco que abriu o caminho da banda para além dos velhos nichos puritanos e conservadores do metal e deu um status global à banda.
Não foi amor à primeira vista como nada que realmente a gente ama nessa vida. Precisei ouvir umas três vezes até me abrir para aquele som mas quando o fiz de coração aberto minha vida nunca mais foi a mesma. A Donzela se tornou parte de minha vida, formou minha personalidade e me apresentou a música da forma como eu acho que ela precisa ser: simples e expressar os sentimentos que não posso descrever com palavras.
3) Enquanto houver Iron Maiden eles farão shows no Brasil
Felizmente, nosso reencontro já está marcado!.Eles confirmaram estar na abertura do Rock in Rio em setembro de 2022.
Claro que resta saber se nossos compententíssimos e mitológicos (alerta de deboche!) governos vencerão a pandemia ao ponto de termos shows de rock novamente. Se pelo menos o Maiden fosse gospel ou tocasse a música-tema da abertura da Malhação!(deboche novamente!)
Eu tenho 42 anos….
Quatro anos a menos que minha banda favorita e hoje sei que alguns sonhos não poderei realizar nesta vida tais como ser bombeiro, policial civil, filantropo, astronauta, jogador de futebol ou Mister Universo.
Muitos n˜entenderiam porque me emociono tanto com essas coisas.Mas o que tenho a dizer sobre isso é que ser fã do Iron Maiden é ser parte de uma família.E se você não quer fazer parte dela tudo bem! Pode ficar com teus Indies teus soft rocks teus funks teus golpes e teus sertanejos.
Na nossa família estamos muito bem sem você!
Eu tenho 42 anos….
Quatro anos a menos que minha banda favorita e hoje sei que alguns sonhos não poderei realizar nesta vida tais como ser bombeiro, policial civil, filantropo, astronauta, jogador de futebol ou Mister Universo(sem deboche pois todos sabem que sou um fisiculturista fracassado!)
Mas um dia poder tomar uma cerveja com esses caras e agradecer por eles continuarem a fazer parte de minha vida e me ajudarem a ser o que sou hoje é algo que ainda dá pra sonhar!. É um sonho que continuarei a alimentar enquanto me for permitido estar vivo e enquanto eles lançarem discos bons como esse!
UP the Irons!!!
Thank you,guys!
